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sexta-feira, 9 de maio de 2008

POEMA



Morte de um poeta...



"Lá vem o dia, este se apresenta de forma diferente

saio entre os jardins e as flores antes alegres e de cores vivas estão tristes e pálidas...


O sol que sempre se faz senhor absoluto tomado pela névoa densa

a esconder o seu brilho e calor...


Caminho ao encontro do oceano e ele que antes com sua melodia demonstrava-me força,


torna-se melancólico e com suas ondas espumantes

mas me parece lágrimas sem fim


Procuro os pássaros e os vejo sob os galhos das arvores tristonhos e sem canto,


as borboletas se recolhem como se voltassem a ser taturanas.


Os animais em silencio total, e minha voz toma eco diante do silencio reinante.


Procura minha alma saber o que ocorre enfim

com toda a magia a que acostumado estou e não encontro ,

corro como se fosse ao infinito deparo-me com um pequeno

e o vejo triste ao olhar para o infinito e indago o que tens ?


Responde-me então com a voz de embargada

minha mãe senhor disse-me que ele o mago que falava com os anjos se foi ,

que eles os anjos vieram e sem pedir licença

a nos que tanto amávamos suas palavras o levou para a companhia deles...

indago pequeno afinal de quem falas ?


Responde-me ele do poeta senhor o poeta morreu!



A lágrima me vem a face agora entendo a tristeza que se faz reinante


como o pequeno disse-me um anjo agora voltou a sua origem


e esta para a sempre entre os seres de encanto,


mas suas obras sua lembrança


conosco ficara pela eternidade!"




(Paulo Nunes Junior)

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